O dia amanheceu cinzento e feio. Eu acordei cansada e depois de negociar bem rápido (porque tinha milhões de motoristas tentando nos convencer) entramos na van e partimos pra conhecer três principais atrações  em Port Vila, a capital de Vanuatu: Cascata Melacascade, Blue Lagoon e a Vila Cultural Ekasup. Um pouco antes de chegarmos ali conhecemos um nativo que foi quem nos sugeriu os melhores lugares aí lá fomos nós 11 (meninas, que comentei que viajamos num grupo, lembra?), enchemos a van e partiu! O começo foi meio desanimador, a cidade parecia ser feia suja mas logo depois as cores começaram a aparecer. Dá só uma olhada no vestido da tiazinha? Deve ser o must da estação já que todas as mulheres praticamente usam o mesmo modelito. A primeira parada foi na Melacascade, só que o esforço de fazer 20 minutos de trilha abaixo de chuva colocou por água (de novo ela) abaixo a vontade de ir até lá. Acho que sair de Sydney no inverno e chegar num calor de 30 e poucos graus, num lugar super úmido deixou a gente  meio lézeira, na maior preguiça. Missão abortada, desistimos da cachoeira e lá fomos de novo pra van em direção à algum lugar em que não precisássemos fazer muito esforço naquele dia abafado e "calorento". Aí passamos por Crystal Blue (essa praia aqui embaixo), que era tão escondidinha na estrada que quase passou despercebida. Ela é uma pequena prainha no meio do nada. Ao pedirmos pro motorista pra pararmos para tirar fotos ele desacreditado falou: "calma, tem muito mais por vir". E não é que o bichinho tava certo mesmo? Mal sabíamos a surpresa que nos esperava! O tão lugar que ele nos falou era a Blue Lagoon. Após descer uma pequena estradinha de terra nos deparamos com uns meninos, uma árvore gigante, um cipó e uma lagoa tão azul, mas tão azul, num turquesa inesquecível que após o choque inicial a brincadeira estava feita. Uma fila se formou e em um minuto era quem mais podia segurar a corda e se jogar naquela água fresca e linda!  Aí em cima sou eu pagando de mulher do Tarzan, mas a Renatinha foi uma atração à parte e a única que consegui fazer um filminho. Ela virou profi, já pode até participar dos próximos jogos olimpícos ou do Domingão do Faustão. Jornalzinho para o momento de lazer do nosso motorista Dron, que além do inglês e francês se comunica em bislama ou ni-vanuatu, as línguas locais. Depois que saímos da Blue Lagoon a ideia foi visitar uma das tribos locais e saber mais da história do país. Na Ekasup Cultural Village fomos recebidos por locais caracterizados com roupas de palha típicas da região que nos contaram sobre o canibalismo que deixou de existir há algumas décadas por lá. Receitas medicinais para tratar doenças, simpatias que eram feitas para que a noiva se apaixonasse pelo marido prometido desde a infância e o tipo de aliança usada pelos casais, um anel de osso, foram alguns dos assuntos que eles nos contaram, cheio de detalhes e totalmente abertos a responder aos curiosos. Ah, ainda teve a história do dente, que era arrancado das mulheres como prova de amor (yes, eles achavam lindo e sexy ter uma esposa desdentada!!) Frutas, sementes e até as comidas deles são preparadas e servidas na folha de bananeira. Tá aí o bislama, a língua mais comum falada em Port Vila. As mil e uma utilidades da folha de bananeira: em forma de sacola de feira e distribuída no mercado local   A influência francesa é muito forte, apesar da ilha ter sido descoberta por um português que trabalhava para a coroa espanhola. Mesmo assim o mais comum é ver placas nos restaurantes oferecendo o Plate du Jour (Prato do Dia, ou o nosso famoso PF) ou croissant e baguetes nos mercados e padarias. Pra encerrar o dia quente, abafado e cheio de atrações surpresas nada melhor pra refrescar do que a Tusker Beer, a cerveja local produzida lá. É boa! E Port Vila foi tão legal que ficamos com a carinha triste igual a desse menino quando tivemos que partir. Port Vila marcou!